Acta da assembleia-geral da SPH 2016

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE HEMATOLOGIA (SPH)

REUNIÃO ANUAL 2016

HOTEL SOLVERDE, ESPINHO, 17, 18 e 19 Novembro 2016.

ACTA DA REUNIÃO

Serve o presente documento para relatar o ocorrido na assembleia-geral da SPH que decorreu em 18 de Novembro de 2016 pelas 18h45, durante a reunião anual da SPH, com a seguinte ordem de trabalhos: 1) Leitura e aprovação da acta da última Assembleia Geral; 2) Relatório da Direcção; 3)  Relatório de Contas; 4)  Próximas reuniões; 5)  Propostas de Membros Eméritos; 6)  Comissão Educacional; 7) Associação de Jovens Hematologistas; 8)  Prémio Sociedade Portuguesa de Hematologia; 9) Comissão Científica; 10) Relações com outras Sociedades; 11) Outros assuntos.

A Prof. Dra. Maria Gomes da Silva presidiu à assembleia-geral, começando pela leitura da acta da reunião anterior, que foi aprovada por 36 votos a favor e 2 abstenções.

O Prof. Dr. José Eduardo Guimarães apresentou o Relatório da Direcção, do qual salientou os seguintes pontos:

– A reunião de 2016 teve 607 inscritos e foram submetidos 139 abstracts;

– Foram atribuídas bolsas de formação avançada em 2015; devido ao número limitado de candidaturas consideradas de qualidade pelo júri só foram utilizados 10 800 dos 30 000 euros disponíveis. A comissão de avaliação destas bolsas cessou funções, sendo substituída por nova comissão constituída pela Prof. Letícia Ribeiro, Drs. Jorge Coutinho e João Raposo; está em curso o processo de atribuição de bolsas de formação avançada correspondente a 2016, ainda não terminado por impossibilidade temporária da Profª Doutora. Letícia Ribeiro.

– Foram reactivados os encontros de jovens hematologistas, incentivados pela Direcção, que prestou apoio financeiro à iniciativa. O encontro decorreu em Coimbra a 24/09/2016 com a presença da Vice-Presidente da Sociedade, Dra. Aida Botelho de Sousa como palestrante. Foi vinculada a opinião que os jovens hematologistas se deviam organizar como secção autónoma dentro da sociedade, à semelhança dos grupos de interesse. A associação dos jovens hematologistas tem-se mantido em contacto por correio electrónico e procurará reportar a sua actividade através de newsletters a publicar no site da Sociedade.

– A Comissão Educacional no âmbito da SPH, proposta em 2015, é composta por um elemento de cada serviço formador de internos: Prof Doutor. António Almeida (IPO Lisboa), Drª Rita Gerivaz (Hospital dos Capuchos), Dr. Carlos Martins (Hospital de Santa Maria), Drª Ana Isabel Espadana (CHUC), Drª Alexandra Mota (Hospital de Sto. António, Porto), e Prof. Doutor Manuel Sobrinho Simões (Hospital de S. João, Porto). A primeira reunião ocorreu em 8/03/2016 no Hospital de São João (Porto), onde foram definidos os objectivos da sua actividade.

– Foi lembrado que a SPH tem procurado estreitar relações com outras sociedades semelhantes, exemplificadas com o Simpósio conjunto EHA/SPH e a presença dos Presidentes do EBMT e da Sociedade Espanhola de Hematologia e Hemoterapia na reunião de 2016. Discutiu-se a necessidade de a legislação das sociedades europeias ser revista relativamente à participação de elementos externos à Europa. Foi lembrada a limitação previsível do apoio da Industria farmacêutica à participação em cursos e congressos médicos e a responsabilidade das Sociedades neste âmbito. Foi enfatizada como uma das preocupações major destas Sociedades a falha de fornecimento de fármacos usados na hematologia; o Prof. José Eduardo Guimarães reportou essa falha a nível nacional ao Ministro da Saúde em 2015 e à Comissão Europeia.

A SPH reiterou o seu apoio ao Prof. Dr. Manuel Abecassis para a organização do congresso do EBMT em Lisboa em 2018.

– Foi proposta pela Direcção a criação de um prémio para o melhor trabalho científico realizado em Portugal, denominado Prémio SPH, atribuído por uma comissão científica composta pelo Presidente e Vice-presidente da SPH, pelos anteriores presidentes, por 2 membros propostos pela direcção e por 3 membros eleitos pela Assembleia-geral, num total de 10 elementos. A esta Comissão competiria elaborar um Regulamento de atribuição do Prémio. A existência da Comissão foi aprovada por maioria de 36 votos, com 2 abstenções. Os membros eleitos pela Assembleia Geral foram o Dr. Fernando Príncipe, Prof. Doutor João Lacerda e Profª Anabela Sarmento. O Dr. Nuno Miranda sugeriu um voto de qualidade para o Presidente da SPH. A constituição da comissão foi aprovada por unanimidade. Deverá iniciar os seus trabalhos em 2017 e abrir a candidatura em 2018, atribuindo nesse ano o primeiro prémio.

O Relatório da Direcção de 2015/2016 foi aprovado por unanimidade.

A Dra. Inês Carvalhais apresentou o relatório de contas da SPH, sendo de salientar as despesas (de 193 042,80 euros), as receitas (de 254 171,69 euros, embora nem todas as quotas estejam ainda contabilizadas) e a obtenção de um lucro de 68 386,00 euros; o balanço de 2015 foi positivo em 61 128,89 euros. Os activos bancários da Sociedade são de 467 289,52 euros. Foram levantadas algumas questões sobre a contabilidade. Concluiu-se que os documentos deveriam ser sujeitos a análise pelo conselho fiscal (Drs. Carlos Martins, Catarina Geraldes e Rui Bergantim). O relatório de contas não foi aprovado ficando a aguardar a dita análise e a realização de um balancete.

Foram propostos como Membros Eméritos da SPH o Dr. João Raposo (proposta da Direcção) e a Dra. Manuela Ribeiro (proposta pelos médicos do Serviço de Hematologia do Hospital de São João), sendo enaltecidos os seus méritos; ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade.

A comissão organizadora das próximas reuniões será da responsabilidade do Hospital de Sta. Maria em 2017 e do Hospital dos Capuchos em 2018. O programa provisório da reunião de 2017 será apresentado brevemente; as datas escolhidas foram 16, 17 e 18 de Novembro. Neste contexto foi relembrada a necessidade do cumprimento dos prazos estipulados para entrega e revisão dos trabalhos.

No âmbito dos outros assuntos foi abordado o tema da relação dos Grupos de Interesse com a SPH; a Direcção apenas recebeu o relatório de actividades do grupo do Mieloma Múltiplo. Foi proposta (e aprovada) a ideia de um registo comum de doentes com LMC e uma colaboração com o grupo PETHEMA no âmbito das Leucemias Agudas.

A Dra. Cristina Gonçalves informou sobre o estado da revisão da base de dados da SPH, na qualidade de coordenadora do Grupo de Mieloma. Há um compromisso da empresa SHIRE para a manutenção da base, com o custo de 450 euros/ano. A base tem sido utilizada parcialmente por alguns grupos, não estando completa, o que limita muito os benefícios que possa ter. Levantou-se a questão se seria pertinente manter a contratação da empresa informática que faz a manutenção da base de dados. Este assunto será analisado pela Direcção da SPH e pelos os directores dos serviços de Hematologia.  

 

Assim terminou e ficou encerrada a assembleia-geral ficando a próxima convocada para 17/11/2017.

Espinho, 18 de Novembro de 2016.

Patrícia Ribeiro

Maria Gomes da Silva