Vaccination in acute leukemia and transplant patients

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Moderada pelo Prof. João Forjaz de Lacerda e pela Dra. Patrícia Ribeiro, a Lição de sexta-feira da Reunião Anual SPH 2018 contou com a presença da especialista Catherine Cordonnier, membro do Comité Organizacional da European Conference on Infections in Leukaemia. É aliás, com base nas conclusões deste Comité que a Prof.ª defendeu a necessidade de não negligenciar a vacinação dos doentes hematológicos.

Dra. Patrícia Ribeiro e Prof. João Forjaz de Lacerda

A Lição do Programa Científico de sexta-feira – Vaccination in acute leukemia and transplant patients – teve como palestrante Catherine Cordonnier, directora do Departamento de Hematologia dos Hôpitaux Universitaires Henri Mondor, Créteil, em França, e teve como principal objectivo alertar para a necessidade de não negligenciar a vacinação dos doentes hematológicos. Uma área onde, na opinião da especialista, “não existem dados e estudos suficientes o que dificulta a percepção de quantos doentes regista eficácia clínica”.

Prof.ª Catherine Cordonnier

No entanto, Catherine Cordonnier mostra-se favorável à vacinação destes doentes, uma vez que têm um risco acrescido de contrair infecções adquiridas na comunidade, quando comparados com o resto da população saudável. Este risco é igualmente elevado nestes doentes em situação de internamento, aumentando a percentagem de casos em paragem respiratória, de internamento em cuidados intensivos e de morte por diferentes infecções.

Assim, Catherine Cordonnier defende que são vários os motivos para vacinar os doentes hematológicos com leucemia aguda e doentes transplantados. Inclusive, diz a especialistas, “existem já desenvolvidas guidelines para doentes hematológicos não transplantados e para doentes transplantados com células-tronco hematopoéticas (Hematopoietic stem cell transplantation- HSCT)”. São, por isso, dois os grandes objectivos para vacinar os doentes hematológicos: um primeiro, de proteger o doente de infecções específicas, cujo risco é potenciado pela doença de base; numa segunda finalidade oferecer ao doente, o mais cedo possível, a mesma protecção que os indivíduos saudáveis que se vacinam segundo as recomendações das autoridades de saúde de cada país.

Catherine Cordonnier explanou ainda sobre a mesma temática mas em doentes com patologias mieloides, em doentes com doença proliferativa e nos doentes submetidos a transplante de células progenitoras hematopoiéticas. Pode consultar a apresentação completa da Prof.ª Catherine Cordonnier em http://www.ecil-leukaemia.com/telechargements/ECIL%207%20Vaccine%20Part%20I%20and%20II%20Final.pdf