Foto: Rui Santos Jorge (Esfera das Ideias)

Lição Valadas Preto: Can we cure AML? How?

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O Prof. Robert P. Gale, investigador no Imperial College London e hematologista no Hammersmith Hospital, no Reino Unido, foi o convidado da Sociedade Portuguesa de Hematologia para a Lição Valadas Preto, que encerrou a 20ª edição da Reunião Anual.

O especialista começou por contextualizar a sua Lição e referiu que em 2018 se registaram 40 mil novos casos de Leucemia Mielóide Aguda (LMA), dos quais resultaram em 22 mil mortes. Apesar destes novos dados não serem animadores, a esperança reside no desenvolvimento de novas moléculas, cujos resultados dos ensaios clínicos apontam para a melhoria no prognóstico dos doentes com LMA. Segundo Robert Gale, após um hiato de mais de 40 anos foram recentemente aprovados cinco novos fármacos (gemtuzumab ozogamicina, midostaurina, CPX-351, enasidenib e o ivosidenib) para o tratamento da LMA e que estão a levar a comunidade científica a questionar se Será possível curar a LMA? e Como?, aliás o tema desta Lição Valadas Preto.

Na opinião do especialista, “sendo esta uma doença dos idosos, já que a afecta principalmente indivíduos com mais de 60 anos, com elevada probabilidade de ter, ou vir a ter, outras doenças associadas, inclusive outras neoplasias, não é de estranhar que apenas se consiga curar 27% destes doentes”, sublinhando ainda que, “um elevado número destes doentes não atinge a remissão completa e cerca de metade sofre uma recidiva, sendo por isso, mais interessante saber “como curamos alguém” do que “por que falhamos””.

Estudos realizados recentemente na Alemanha mostram que é pouco provável que terapêuticas mais intensivas melhorem substancialmente a sobrevivência dos doentes mais idosos com LMA. Robert Gale foca-se, portanto, na necessidade de existirem novas formas de tratar os doentes com LMA. Por outro lado, questionou sobre quais os objectivos terapêuticos a ter em mente na hora de tratar os doentes: A cura? Melhoria na sobrevivência? Ou melhor qualidade de vida?

A resposta, segundo Robert Gale, está em ter em conta diferentes considerações, como uma terapêutica individualizada, para além dos novos fármacos, que em conjunto podem aumentar a percentagem de doentes com LMA que atingem a cura ou uma maior sobrevivência.

Consulte aqui o resumo completo da Lição: Can we cure AML? How?